“1 Ainda quando eu falasse todas as línguas dos homens e a língua dos próprios anjos, se eu não tiver caridade, serei como o bronze que soa e um címbalo que retine.
2 Ainda quando tivesse o dom de profecia, que penetrasse todos os mistérios, e tivesse perfeita ciência de todas as coisas; ainda quando tivesse toda a fé possível, até o ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou.”
MONTE CASTELO
[Renato Russo]
Ainda que eu falasse a língua dos homens.
E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.
É só o amor, é só o amor.
Que conhece o que é verdade.
O amor é bom, não quer o mal.
Não sente inveja ou se envaidece.
O amor é o fogo que arde sem se ver.
É ferida que dói e não se sente.
É um contentamento descontente.
É dor que desatina sem doer.
Ainda que eu falasse a língua dos homens.
E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.
É um não querer mais que bem querer.
É solitário andar por entre a gente.
É um não contentar-se de contente.
É cuidar que se ganha em se perder.
É um estar-se preso por vontade.
É servir a quem vence, o vencedor;
É um ter com quem nos mata a lealdade.
Tão contrário a si é o mesmo amor.
Estou acordado e todos dormem todos dormem todos dormem.
Agora vejo em parte. Mas então veremos face a face.
É só o amor, é só o amor.
Que conhece o que é verdade.
Ainda que eu falasse a língua dos homens.
E falasse a língua do anjos, sem amor eu nada seria.
AH o amor, é so amor......
Depois de ver isso tudo, penso nas horas que atnecedem essa postagem. Um rispido debate, uma dor intensa no coração, já tive outras, mas hoje foi pesada. As palavras e o constatar - de quem eu esperava o amor não tive caridade e, mais sem caridade, bondade. Imagenei que tinha apoio e constato que nunca estive tão só! O desprezo, o desamor, o descaso, o abando...Eu, nesse momento, estou no corredor de um hospital e descubro o tamanho da minha dor, do meu abandono. Pois é..
A caridade deve existir, mesmo que sem amor, que seja compaixão, atenção, um misero cuidado, pelo próximo.. Mas a caridade, fazer o bem e nao ver a quem, não é irrestrita. Ao contrário é restrita, quase nula.
Nesse corredor, esperei ser atendido e enteder o sentido de tudo o que aconteceu, nessa tragetória insana. Fico perplexo, nunca desamparei alguem. Mas, sou é um infeliz, in feliz, sem felicidade, porque seria brindado com a caridade e, mais, com o amor, ao proximo, universal.
Não, o carnal sequer passou na minha vida, algumas vezes me enganei ( como agora), como diria o poeta acima citado, Sir Renato Russo ( ele merece esse título- embalou minha juventude). Paulo de Tarso, Camoes, Renato Russo, enfim, o amor, a caridade, a verdade, a falta de vontade, o desprezo...Descubro que, posso estar caido em definitivo, apenas resta o sentimento de que" voei, ah voei, em tuas asas aguia guerreira, onde me deram uma cora de Rei." Pedaço de um samba da Nene de Vila Matilde....
Um dor no coraçao, angina, que porra, a sensaçao do abandono...Nao sou nada, vejo que nao tenho mais ninguem, apenas o sonho de voar....Espero por um exame, horas de agonia, angina...Descubro que perdi tudo e, nesse voo, talvez, o meu tombo seja infinito...Olho para os lados, na esperança de que alguem venha me cuidar, tenha caridade comigo, mas vi que sou desprezado na mais dura expressão da palavra.
Agora, talvez iniciando o meu voo ao infinito ou como diriam os espiritas a viagem, percebedo o quanto fiz de merda na vida, que coisa angustiante, angina....
Queria fugir do Hospital, mas o tempo trouxe tantas reflexões que percebo o quanto estou só, triste, muito triste....Hoje é um dia para esquecer ou, talvez não, mais uma vez meu mundo desaba, estou só. Devo decidir ou entender o resto que sou, na visão do proximo.
A caridade, como preciso ouvir as palavras, queria ser querido.....Perdi tudo.
Que D´us me de forças para transpor o vazio que descobri, na minha vida, na minha alma, na minha exitencia...
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