Quase um mês depois.....
Depois da última ceia, com ou sem vc, em um restaurante sozinho, rabisco um guardanapo essas linhas que sao o epílogo de uma epópeia utópica:
A dor,
ardor
Ah, dor.
amor
Rasga o peito
com a velocidade
da ampulheta
que esvai a areia
o tempo, enfim, nao para
e nao passa de um grão
Na eternidade
bondade
Ah, verdade
Procuro entender as mares
as mulheres
a ilógica lógica dos deuses
pautada em inatingiveis mensagens
Amor
a dor
a verdade
bondade
tempo
eternidade
Nao passam de um grao de areia
que derrepente vira tudo
como a ampulheta
não ha mais como medir
sentir
partir
o tempo se esvai
nao mais no instrumento de areia
mas na fragmentada
existência do escriba
que sonhava domar
as serias,
as feras
os encantos
as mares
o tempo
os segredos mágicos
de um universo infinito
sem sentido,
início ou fim,
e talvez sequer sem meio.
Relego
relogio
instante
segredo
rasga o tempo
as areias, o peito
a saudade verdade
deixar lembranças
bondades,
que o tempo jateia na alma
não será a fagulha do instante
te vejo,
no reflexo da minha alma
agradeço
e te desejo, sem cerimonias,
rituais ou mantras,
a plena felicidade
a alegria e o sorriso
de verdade
em júbilo da alma
bondade
O tempo que foi, seja e será
a minha amarga sentença
de esperar a eternidade
sem poder controlar a dor
do amor, outrora foi alegria
e agora é partir
sem dor,
ardor,
ah, dor.
do tempo que nao volta,
da despedida
de um caminho sem sentido,
como as furias divinas
as variações das mares
e as mulheres..
Procuro um calice para sorver,
e nao mais sofrer.
Mas como isso é impossivel
creio que viver é preciso...
mesmo sem saber navegar
nos celestias oceanos do insano desejo
do querer....
Nenhum comentário:
Postar um comentário