Nossa, amanheço em um quarto de hotel, tão só como vim ao mundo, na beira da Via Dutra. Sol quente, cabeça mais quente ainda. Procuro por um café e nada. Gostaria de sentir o cheiro do po, em contato com a agua, que invade o ambiente de forma lenta e ritimada, produzindo as mais variadas sensaçoes olfativas. Como é importante sentir o cheiro, do mato molhado, da terra seca, da agua doce, do biscoito fresco e do café quente. Vou em busca de um lugar qualquer para desligar o meu ser. Descobri, antes tarde do que nunca, que preciso da solidão, para enteder tudo o que aconteceu e acontece. Inexplicável! Agora quando escrevo essas linhas, o termometro indica quase 13 graus. Madrugada super fria, acabo de receber uma noticia muito ruim, uma sentença na internet, das piores que já recebi. Vamlos recorrer e tentar mudar e vamos obter essa vitória.
Sinto o peso do olhar, um vazio imenso, ouço passaros e entendo que devo descansar. Tenho saudades, de tantas coisas, das pessoas, das grandes obras e das pequenas coisas, dos sonhos e...quantas coisas...
O tempo passa,
a vida passa,
o vento passa
e por fim, a usa passa.....
passa a uva, o vento e a vida,
passatempo
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